quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vamos tentar ir além dessa relutância
cética, que insiste em desmanchar os sonhos, com quem costumo dividir o
travesseiro.


Podemos acreditar em um final Feliz?
Como?
E se não existir um
final?


Basta subir alguns degraus até a sacada
para ver um senhora redondamente gorda importunando o ator principal, tentando
rouba-lhe o brilho, por ser incapaz de produzir o seu
próprio.


Findo o primeiro ato, a senhora gorda
tenta tomar emprestado a exuberante luz da gentil dama que surge na
noite.


A delicada, mas intensa dama, aparece
envolta de pequenas damas de companhia. Quando uma pequenina mais ousada,
rapidamente arrisca alguns passos de dança rodopiando velozmente de um lado pra
outro, em frente a imensa cortina azul-escuro.


Desço então a escada, com cuidado para
não tropeçar no imenso extase que agora sinto, pois transbordo de satisfação em
assistir esse "espetáculo particular" e volto a fazer companhia a minha cama,
que por noites dormia só.

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