
Caminho sem rumo certo
por ruas avenidas e becos
mas eu nunca chego perto
ora é fim, ora começo
O que eu quero não existe
meu coração segue triste
mas ainda insiste
em sentir saudades
do que nunca teve.
Vamos tentar ir além dessa relutância
cética, que insiste em desmanchar os sonhos, com quem costumo dividir o
travesseiro.
Podemos acreditar em um final Feliz?
Como?
E se não existir um
final?
Basta subir alguns degraus até a sacada
para ver um senhora redondamente gorda importunando o ator principal, tentando
rouba-lhe o brilho, por ser incapaz de produzir o seu
próprio.
Findo o primeiro ato, a senhora gorda
tenta tomar emprestado a exuberante luz da gentil dama que surge na
noite.
A delicada, mas intensa dama, aparece
envolta de pequenas damas de companhia. Quando uma pequenina mais ousada,
rapidamente arrisca alguns passos de dança rodopiando velozmente de um lado pra
outro, em frente a imensa cortina azul-escuro.
Desço então a escada, com cuidado para
não tropeçar no imenso extase que agora sinto, pois transbordo de satisfação em
assistir esse "espetáculo particular" e volto a fazer companhia a minha cama,
que por noites dormia só.
Vejo o fim como um novo começo....Me reinventando