sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Saudades do que nunca teve



Caminho sem rumo certo

por ruas avenidas e becos

mas eu nunca chego perto

ora é fim, ora começo


O que eu quero não existe

meu coração segue triste

mas ainda insiste

em sentir saudades

do que nunca teve.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Os pés que pra cima descansam




















A transparência dos olhos denunciam a rebeldia de uma alma cheia de glórias, mas já cansada de guerras e com um coração inerte ao acaso.


Chuvas podem ser gotas de esperança ou de veneno, se assim desejar.







O mundo é meu ou eu quem sou do mundo?







Cabe a quem julgar?







Os pés que pra cima descasam....

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vamos tentar ir além dessa relutância
cética, que insiste em desmanchar os sonhos, com quem costumo dividir o
travesseiro.


Podemos acreditar em um final Feliz?
Como?
E se não existir um
final?


Basta subir alguns degraus até a sacada
para ver um senhora redondamente gorda importunando o ator principal, tentando
rouba-lhe o brilho, por ser incapaz de produzir o seu
próprio.


Findo o primeiro ato, a senhora gorda
tenta tomar emprestado a exuberante luz da gentil dama que surge na
noite.


A delicada, mas intensa dama, aparece
envolta de pequenas damas de companhia. Quando uma pequenina mais ousada,
rapidamente arrisca alguns passos de dança rodopiando velozmente de um lado pra
outro, em frente a imensa cortina azul-escuro.


Desço então a escada, com cuidado para
não tropeçar no imenso extase que agora sinto, pois transbordo de satisfação em
assistir esse "espetáculo particular" e volto a fazer companhia a minha cama,
que por noites dormia só.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Alucinógeno

O mistério infindável, do desejo mais profundo da minha insensatez obstinada é essa paixão inoxidável, alheia ao cabível e insólita aos olhares sãos. Ela que me furta a paz e, a distribui novamente em doses mínimas de uma parcela máxima no sem fim. E gotas de alucinógenos, advindas desse amor intrísseco, que me foram injetadas nas veias, não se desvaneiam, quando me desperto em sobressalto numa angústia hegemônica, que a falta de seus lábios incessantes me causam.